É nóis, maluco

Olha, eu não sei como você caiu aqui. Mas já que tá, não custa um comentário p'ra deixa pegada forte na opinião do baguio. Suave!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mundinho revelado.


Na frente está o monitor. Abaixo, resolvendo a altura certa dele tem o Atlas da História do Mundo, um livro bem legal de Vincent van Gogh e um atlas Geográfico do Mundo. Os Atlas são daquelas coleções antiguíssimas da Folha. Rodeando o rack do PC, muitas folhinhas amarelas com recados. Uns esquecidos e outros ainda por cumprir. Uns amassados que ia jogar fora e me lembrei de como era importante. Um Addres Book, guardando minha insistência em manter telefones em agenda de papel. Muitos cds espalahados por todo o móvel. Eu só guardo direitinho aquele que não é meu. Cd's por gravar também. Do lado direito um telefone azul comprado em lojas de Chinês. Leve, muito leve.
Acima dele uma pequena pilha de DVD's se dividindo em Irmão Sol e Irmã Lua, Documentário do diretor Antunes Filho, O mundo Mágico dos Trapalhões e dois que não são meus: Mistérios e Paixões e Crônicamente Inviável.
Do lado direito está o som. Velhinho e ligado ao computador ele agora canta Chico Buarque que neste exato momento diz: "mas nem as sutis melodias merece, Cecília, o seu nome espalhar por aí."
Numa das paredes um quadro dourado onde se vê a cabeça de três cavalos dourados. Presente de amigo-irmão. Ao lado, um calendário do bar Natura (2009).
E daí vem as camas, ventilador, quarda-roupa e criado mudo convencional, etc, etc, etc.
Emabaixo da cama 3 "All Star": um vermelho, um preto e um do Brasil. Um Sapato, um chinelo Havaiana e uma sandália de couro de véio.
Pra sair deste mundinho.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

II Paralela Noir


CLUB NOIR apresenta: II PARALELA NOIR* Sexta-feira, 21h: OS SETE GATINHOS, de Nelson Rodrigues - direção Roberto Alvim* Sábado, 21h: OS GIGANTES DA MONTANHA, de Luigi Pirandelo - direção Roberto Alvim* Domingo, 20h: O ANJO NEGRO, de Nelson Rodrigues - direção Juliana Galdino **ENTRADA FRANCA** Retire seu ingresso 1 hora antes do espetáculo * CLUB NOIR- Rua AUGuSTA,331 tels:3255-8448/ 3257-8129

Carta para 7 querendo descobrir o Belo.

E se tudo pode acontecer, que aconteça!
Acontecemos e foi pouco.
O espetáculo foi ótimo, mas ainda é pouco.
Os olhos de vocês brilharam como nunca tinha visto, mas ainda é pouco.
A encenação é bem legal, mas sinto que é muito pouco.

Aprender sempre!

Sou grato a todos os meus mestres por cobrar mais do que eu podia e posso oferecer no momento.
Não há limites em uma obra de arte, não há limites em poesia, coração e vida.
É tudo construção.

Estude sempre, apreenda o mundo, questione seus questionamentos, ame a dor do outro, compreenda a crueldade do mundo, leia, pense criticamente seu meio, ensine pouco quem deve aprender, aprenda muito com quem deve ensinar e procurem salvação para suas vidas.
Que seja num sorvete de domingo à tarde combinado por MSN, mas nos salvemos.

E se o teatro servir para a construção de seres sem limites, então vamos nessa!
Talvez juntos, talvez não... Ligados pelo muito que é o homem.

Por hora, minha mente está sã.

De coração

Sempre
Zé Renato

domingo, 29 de novembro de 2009

O divisor de águas

O depois...

fotos de Gabriel dos Santos

O antes...

fotos de Marcos César Duarte

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Levante sua voz!

Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Como um dia de Domingo


Dormir sem culpa até tarde.
Jornal na cama. Grossa informação e classificados
Café preto com mesa montada por mais tempo
Pai no violão: Nelson Gonçalves, Roberto Carlos, uma italiana
Música alta sem censura de fone
Macarrão com molho de Domingo, frango de Domingo. Família de Domingo
Soneca provocada pelos programas de auditórios
Corinthians às 16h
Volta do Faustão. Hora de procurar gente.
Cerveja na calçada ouvindo boemias dos "Segunda não existe"
23:15 - O último ônbus. Ou não.
Pizza fria do Pai.
Silvio Santos que antes era a tarde

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Réquiem à Francisco de Assis. Por MCD


E deitado sobre o chão da igreja que reconstruiu está Francisco. Chama os amigos e irmãos e repete o gesto de repartir. Assim abençoa o pão e o distribui para que todos se saciem. Pequeno e franzino, abatido pela cegueira e pelas dores que lhe atormentam, ele agradec a pobreza e prega a igualdade entre os homens. Deseja estar nu para que suas vestes cubram os menos favorecidos. Suspira e ainda louva a irmã morte que se aproxima dadivosa para libertá-lo das misérias do corpo que tanto faz sofrer. Pede aos amigos um cântico que supere o sangramento dos estigmas. Um cântico alegre que fale de pássaros e ventos, de água e flores, de manhãs, tardes e noites. Um cântico do irmão sol e da irmã lua. A música da liberdade. Dorme, Francisco, descansa em tua paz.

MCD!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Basta!

Eu quero um basta de me reconhecer na miséria!
Basta de ver heroísmo no fracasso!
Basta de Segunda Feira triste.
Basta na culpa da alegria do fim de semana.

Eu quero um basta em discussões políticas culturais.

Quero um basta no incõmodo da barba mal feita.

Quero dar fim ao nervosísmo que o senado causa,
ao coração querendo enfrentar tristeza sem porque.

Já encheu e vai transbordar a preocupação do destino incerto.
Basta no medo do amanhã.
Chega do coração apontar para uma estrada que mira o sol e os pés trilharem o caminho asfaltado com cercas de arame no final.

Basta de contemplar o pouco,
de não ouvir o canto dos pássaros,
de admirar heróis e não compor a própria história.

Basta de assitir lutas de camarote. Chega de torcer!
Fim ao comodismo,
a insegurança do presente.

Fim de papas na lingua
Chega do espirito ser a Casa da Mãe Joana,
Basta ao medo da revelação do Calcanhar de Aquiles.

Um basta à fé falsa
Ao engano das palavras
À promessas sem compromissos

Basta de cegueira
de mudeza
de cegueira

Basta de sonhos mal vividos
B-A-S-T-A-!

sábado, 7 de novembro de 2009

Só faltava essa!!!!!!!!!!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Saudades Solo. Por Amanda Mantovani

Lembro de quando registrava as coisas e momentos num caderno. Nuns vários cadernos. Nele (s), moravam minhas noites de teatro, de amigos tão novos quanto eternos, de achar que aquilo tudo era trabalho pra mais do que eu poderia agüentar. Lembro das presenças e dos rostos e do suor que produzíamos juntos e das nossas vozes, em coro e em solos ecoando nos cômodos grandes e vazios da estação abandonada.

Era um som. Era um cheiro. Tinha uma luz, um ar quase frio, sempre pedindo mangas.

Lembro dos chinelos de velho do Zé. Dos risos largos do Zé. Dos gritos largos do Zé. Da braveza esmagadora do Zé. Os pães do Marquinhos, a pele cinza do Mário. O excesso de ternura da Rô, a alma derramada do Fer.

Éramos tão poucos. E muitos.

Fizemos tanto. E quase nada.

Lembro de sentir o tamanho da sorte que tive em estar nos processos com aquela gente. Lembro de não dar tanto valor a isso.

(suspiro)

Aos meus cadernos.

Às minhas noites.

Ao que ficou pra trás.

Ao que veio comigo.

Amanda Mantovani

Deixando a saudade com cara de realização:



Foto Texto. Clique na imagem para aumentá-la



Enganos de um homem gentil.

sabe, tava sentindo que precisava mudar...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O Quarto, cia Club Noir ganha prêmio Bravo! 2009



Roberto Alvim, no meio, recebe o troféu ao lado de outros ganhadores.