
Olhou para os cavalos fazendo aquele percurso por incontáveis vezes.
Pensou na sua vida.
Pensou desde quando andava em círculos.
Pior: Seu andar era sem eixo, sem cor e sem graça de entusiasmo de criança.
E então, seu desespero deu voltas e voltas até que encontrou seu espirito. Saiu a circular pelo parque que já mudara de cor desde seu encontro com os cavalos. As músicas, as luzes e o colorido derretiam-se na tensão dos músculos desesperados.
Não havia algodão doce que amenizasse o fel do coração.
Numa vertigem, caiu. Passou-se sabe lá quanto tempo até abrir os olhos e identificar rostos desconhcidos dos curiosos.
Se recompôs, recolocou sua bolsa nos ombros e foi brincar no carrossel.
*Foto de Janaína Afhonso
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