foto de Elis
É nóis, maluco
Olha, eu não sei como você caiu aqui. Mas já que tá, não custa um comentário p'ra deixa pegada forte na opinião do baguio. Suave!
terça-feira, 25 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
O menino que queria ser gênio
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
20 anos sem Raul, não aos raulseixistas e um poeminha...

Hoje faz 2o anos que Raul Seixas morreu.
Poderia falar aqui de todo legado que o Mosca na Sopa nos deixou.
Falar de seu inconformismo com o mundo, de suas histórias com a magia, de sua influência no Rock Nacional, do seu jeito "insano" ou Maluco de tratar as Coisas do Coração. Mas com tantas revistas e profissionais falando sobre a importância do rockeiro, resolvi relamar:
Hoje estou aqui para falar de seus fãs. Não de todos. Só dos ditos raulseixistas.
E não é bem.
Admito que é o fã que faz o mito, pois passa e repassa a genialidade do mito, se identifica com sua trajetória.
Mas raulseixista distorce Raul Seixas.
Raulseixista é pretensioso demais, pensa que é Raul. E o máximo que faz para ser Raul é beber demais.
Raulseixista vende Raul Seixas como o Maluco Alcoolatra e esquece das dores de uma doença.
Estufa o peito e grita todas as músicas, mesmo sem, às vezes, saber o que canta. Pensa que é visionário por decorar.
Acho que raulseixista nunca imaginou Raul Seixas em seu quarto, noites e noites revirando na cama.
Eles querem ser o que não é de sua natureza. E só por isso não são tão especiais quanto seu ídolo.
Em passeatas que revivem o mestre, viram baldes com misturas químicas e vendem para mídia que para ser raulseixista basta saber 8 músicas do lado B e ter um fígado pronto para suportar tanto álcool.
Não, de jeito nenhum estou censurado o alcool, não poderia. Só que a ligação entre o fã e o mito não pode ser a pinga. É pequeno demais.
Raulseixista é tudo que Raul não queria ser.
Raulseixista não respeita outro artista expondo sua alma com canções próprias, querem que exponham a alma de outro e gritam "Toca Raul!"
Antes que me julguem: Gosto de Raul e gosto de beber. Conheço sua obra e sempre que quero ouvir Raul fora dos discos vou a shows noites a dentro de boas banda covers. Rock Seixas (Jundiaí ) é a primeira da lista. E quando vou ao show, bebo, curto e , emocionado, me divirto pacas.
E encerrando a sessão "eu também vou reclamar": a arrogância da ilusão dos raulseixistas deveria perder para a compreensão de quem foi o homem que se tornou o mito.
Durante algum tempo fui raulsexista e só escrevo para registrar o meu desligamento. Abandono a carteirinha e me assumo um Fã de Raul Seixas.
E esse fã, vai arriscar de improviso um poeminha para seu ídolo:
Grato, Raul
Por ter contado tantas histórias
Por ter me feito gritar em praça pública, talvez não tão notória
Por abrir um baú encantado de alma e boas memórias
Valeu, Bicho
Pela voz rasgada
Pela guitarra em forma de espada
Que invade corações noturnos
Em noites, um tanto atravessadas
Obrigado, Raulzito
Por ter soltado a mosca e reclamado
De um mundo um tanto confuso e retardado
E uma palavra no dicionário da censura ter ganhado
Agradeço, Raul
Pela Ave Maria das Ruas
Por revelar Pedras Nuas
Pelo poder de identificar minhas palavras nas tuas.
E de agradecimentos, gratidões, valeus e obrigados
O meu coração se entusiasma bem forte com Raul cantando alto em meus
ouvidos.
Na mais perfeita harmonia me reconheço Carpinteiro Do
Universo, Metamorfose Ambulante e dou o grito do Tarzan.
KrighaBandolo!
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Vendo assim, ela é boazinha...
Em frente de casa tem uma árvore que tá uma beleza só.
Ela está cheia e com umas flores que parecem algodão.
O chão da minha casa está repleto dessas flores que caem da árvore.
A flor... Avistada, na árvore... é um lindeza.
A flor... Sem ver, no chão... faz a gente escorregar e cair de joelhos.
Filha da puta de árvore!!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Um conto de amigos ao som de Bob Dylan.
Nascimento.
Dois dos dois nutriam uma amizade invejável.
Afinidade dessas de comprar presente para o outro e desistir de entrega-lo achando que tinha a sua cara.
Além da idade ser a mesma, com ainda pouco tempo de convívio não era difícil perceber tantos gostos comuns.
Mulher é morena, comida é massa, música é nacional, passatempo é jogo no campinho, o time é...
Aí sim, notava-se que eram dois. Corinthians de um, Palmeiras de outro.
As poucas brigas que tiveram normalmente eram princpiadas por discussões futebolísticas. Já chegaram a ficar mais de 4 meses sem se olhar, ainda que convivendo no mesmo círculo de amizades, pelo exagero da comemoração de um título Paulista. A alegria alheia incomodou tanto ao outro que, com a ajuda da cachaça, desferiu um soco meio desajeitado mas "cheio de razão" no olho esquerdo do colega. Só quando a amizade teve volta é que confessaram que homem também chora. Lágrimas de confissão caídas nos ombros. Um do outro.
E de histórias p'ra contar tinham bem mais que noventa minutos.
Coisa bonita era ver aqueles dois crescendo sempre juntos, defendendo-se do egoísmo do mundo e fazendo bagunça com pouco dinheiro.
Crescimento
Águas passadas de um riacho que para ser feliz bastava sorrir.
Cobranças sociais os vestiram de gente séria e os fizeram orgulhosos de conquistas pequenas: um emprego, uma casa e uma família.
E as noites de pizzas, dias de clube, sol de churrasco e frio de feijoada contribuiram para que a admirável "amizade" não evaporasse. Em festas assim, a cerveja os deixavam mais jovens e as lembranças eram poucas para colocar os convidados a par de uma época que julgavam ser de ouro.
O tempo passava com respeito e, na alegria de ter o outro, acostumaram-se com a irmandade e depositaram aí a fé de um mundo com amor.
Morte
Foi de tanto o amigo insistir que a enfermeira concordou em ligar a pequena (pequena mesmo) televisão preto e branco para que os dois pudessem ver ao jogo.
Um na cama, respiração difícil,óxigênio mecânico e olho semicerrado.
O outro na poltrona, se fazendo de homem forte e reinventado a fé mais por si do que pelo outro.
Era engraçadamente triste ver aqueles dois com camisetas de seus respectivos times, fingindo assim que a vida era pra sempre.
Apita o arbitro.
E no corre-corre atrás da bola, nenhum jogo tinha sido tão importante.
Nenhum dos dois entendia de onde vinha o constrangimento. Ar denso que deixava a sala ainda mais pesada.
O silêncio só foi interrompido quando o Outro de canto de olho notou uma pequena lágrima andando no rosto do Um.
Como se não quisesse ser levado pela emoção do moribundo, resolveu agir como se o câncer não assistisse jogo.
Desde aquele momento, não olhou mais para o lado. Mentiu sua atenção apenas para a pequena tela sem cor e, num disfarce quase ridículo, torcia para seu time com corpo e voz desses que vão para estádio.
Foi no apito final, que o silêncio imperou novamente. Olhos marejados com medo de se encontrarem.
O Outro levantou num silêncio infinito, abriu a porta do quarto e quando já colocava os pés no corredor, estancou. Lá ficou cerca de 2 minutos olhando para as paredes brancas e, num impulso, desses que nos tornam humanos, correu até a cama do doente e pode dizer quanto orgulho ele tinha de tê-lo como um irmão.Na breguice das declarações e segurando firme um na mão do outro começaram a rir como se o prazer da companhia de toda a vida resolveu visitá-los naquele momento.
E para não ficarem lá o resto da noite, resolveram trocar as camisas e, assim como os jogadores no campo, eram atletas na vida correndo contra o apito final arbitrário.
Fim de um jogo, começo do mistério.
O outro não fora ao enterro do Um. Vestiu a camiseta trocada dias antes e foi visitar o mar.
Dois dos dois nutriam uma amizade invejável.
Afinidade dessas de comprar presente para o outro e desistir de entrega-lo achando que tinha a sua cara.
Além da idade ser a mesma, com ainda pouco tempo de convívio não era difícil perceber tantos gostos comuns.
Mulher é morena, comida é massa, música é nacional, passatempo é jogo no campinho, o time é...
Aí sim, notava-se que eram dois. Corinthians de um, Palmeiras de outro.
As poucas brigas que tiveram normalmente eram princpiadas por discussões futebolísticas. Já chegaram a ficar mais de 4 meses sem se olhar, ainda que convivendo no mesmo círculo de amizades, pelo exagero da comemoração de um título Paulista. A alegria alheia incomodou tanto ao outro que, com a ajuda da cachaça, desferiu um soco meio desajeitado mas "cheio de razão" no olho esquerdo do colega. Só quando a amizade teve volta é que confessaram que homem também chora. Lágrimas de confissão caídas nos ombros. Um do outro.
E de histórias p'ra contar tinham bem mais que noventa minutos.
Coisa bonita era ver aqueles dois crescendo sempre juntos, defendendo-se do egoísmo do mundo e fazendo bagunça com pouco dinheiro.
Crescimento
Águas passadas de um riacho que para ser feliz bastava sorrir.
Cobranças sociais os vestiram de gente séria e os fizeram orgulhosos de conquistas pequenas: um emprego, uma casa e uma família.
E as noites de pizzas, dias de clube, sol de churrasco e frio de feijoada contribuiram para que a admirável "amizade" não evaporasse. Em festas assim, a cerveja os deixavam mais jovens e as lembranças eram poucas para colocar os convidados a par de uma época que julgavam ser de ouro.
O tempo passava com respeito e, na alegria de ter o outro, acostumaram-se com a irmandade e depositaram aí a fé de um mundo com amor.
Morte
Foi de tanto o amigo insistir que a enfermeira concordou em ligar a pequena (pequena mesmo) televisão preto e branco para que os dois pudessem ver ao jogo.
Um na cama, respiração difícil,óxigênio mecânico e olho semicerrado.
O outro na poltrona, se fazendo de homem forte e reinventado a fé mais por si do que pelo outro.
Era engraçadamente triste ver aqueles dois com camisetas de seus respectivos times, fingindo assim que a vida era pra sempre.
Apita o arbitro.
E no corre-corre atrás da bola, nenhum jogo tinha sido tão importante.
Nenhum dos dois entendia de onde vinha o constrangimento. Ar denso que deixava a sala ainda mais pesada.
O silêncio só foi interrompido quando o Outro de canto de olho notou uma pequena lágrima andando no rosto do Um.
Como se não quisesse ser levado pela emoção do moribundo, resolveu agir como se o câncer não assistisse jogo.
Desde aquele momento, não olhou mais para o lado. Mentiu sua atenção apenas para a pequena tela sem cor e, num disfarce quase ridículo, torcia para seu time com corpo e voz desses que vão para estádio.
Foi no apito final, que o silêncio imperou novamente. Olhos marejados com medo de se encontrarem.
O Outro levantou num silêncio infinito, abriu a porta do quarto e quando já colocava os pés no corredor, estancou. Lá ficou cerca de 2 minutos olhando para as paredes brancas e, num impulso, desses que nos tornam humanos, correu até a cama do doente e pode dizer quanto orgulho ele tinha de tê-lo como um irmão.Na breguice das declarações e segurando firme um na mão do outro começaram a rir como se o prazer da companhia de toda a vida resolveu visitá-los naquele momento.
E para não ficarem lá o resto da noite, resolveram trocar as camisas e, assim como os jogadores no campo, eram atletas na vida correndo contra o apito final arbitrário.
Fim de um jogo, começo do mistério.
O outro não fora ao enterro do Um. Vestiu a camiseta trocada dias antes e foi visitar o mar.
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Enquanto escrevo, ainda tá tudo bem...
Pela onda do finado, um cd com todos os álbuns de Michael Jackson caiu em minhas mãos. Ou melhor, nos meus ouvidos.
Agora ouço os "Five" esperando que o balanço deles me balance e me salve do marasmo triste.
Todas as noites, recebo via celular textos de orações feitas à Nossa Senhora Aparecida. Quem escreve é um grande amigo meu. Está produzindo um monte delas.
Tento ler com fé de acreditar que há poder em palavras. Mas acho que a santa não é tão nossa, assim.
Estou remontando a peça São Francisco do mesmo autor que me manda as orações e quero ser surpreendido pela existência da paz. Quero que ele me convença.
Esperando...
Agora ouço os "Five" esperando que o balanço deles me balance e me salve do marasmo triste.
Todas as noites, recebo via celular textos de orações feitas à Nossa Senhora Aparecida. Quem escreve é um grande amigo meu. Está produzindo um monte delas.
Tento ler com fé de acreditar que há poder em palavras. Mas acho que a santa não é tão nossa, assim.
Estou remontando a peça São Francisco do mesmo autor que me manda as orações e quero ser surpreendido pela existência da paz. Quero que ele me convença.
Esperando...
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