É nóis, maluco

Olha, eu não sei como você caiu aqui. Mas já que tá, não custa um comentário p'ra deixa pegada forte na opinião do baguio. Suave!
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sábado, 9 de maio de 2009

Besteiras. Caio Fernando Abreu me encorajou.

Dentro dos meus adjetivos, besta também bem que me cabe!
Sou daqueles que conta piadas em horas impróprias, discuto a cor da asa do mosquito ibérico em mesa de bar.
Daqueles que se ofende por coisa tonta e se vitmiza por prazer adolescente.
Besta de cantar no chuveiro com frasco de sampoo como microfone, de se olhar no espelho e, dependendo do dia, me sentir mais bonito ou mais feio.
Sei que é besta escrever sobre essas besteiras, mas a lógica de que tudo seja aproveitado me cansa.

...

E daí que me peguei pensando sobre o futuro.
Sobre o meu futuro.
?

domingo, 3 de maio de 2009

Só de vermelho.


O Campari levado à boca num copo largo.
O fundo é branco. Cor do guardanapo que a transparência do copo me revela.

Solitário na mesa, encontro companhia em mesas alheias. Gente solitária, encontrando companhia em minha solidão sentada em cadeiras vermelhas.

Uma pausa para misturar o gelo no Campari, que é vermelho também.

Zambelli no violão, dedilha respeito de história.
Respeito de homem honesto com gravata vermelha, que abre uma porta e sempre a mantém aberta.
Aberta para luz.

A "menina do pandeiro",com seus 72 anos de largo sorriso, dá ritmo ao bar.
Coloca artesanato nos ouvidos dos solitários.
E no pulso das mãos que acompanham cantores de botecos está amarrada a fita de Nosso Senhor do Bonfim.
Fita vermelha.

E nas alturas da obsrevação, a solidão amolece. Encontra sentido e gratidão da melancolia ser tão amena e com cor.

A música escolhida para terminar a noite é do sábio e velho Robertão. Aquela que pede para Nossa Senhora estender a mão.

Os solitários se unem num coro e, entre mesas vermelhas e grades da mesma cor, pelo menos por uma canção deixam de ser sozinhos.

Fica aqui a minha prece.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Crises curtas do zé. Cianureto de potássio II

KCN


Essa vida é uma pedreira!
Tem coisas que são difíceis pacas.
Apitar clássico de futebol é uma delas, escrever para teatro é outra.
Abrir um corpo humano e sarar suas feridas é tão difícil que torna-se divino. Um milagre.
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E na pedreira da vida, entender a justa causa da nossa trajetória por aqui também tornou-se milagroso.
Mais: aos trancos e barrancos, solitários de alma, por ranzinzisse ou obra dos espíritos do mal, é difícil justificar tantas pedras no caminho.
Existencialista ou não procuro sempre me perdoar por meus momentos de fraqueza e minhas atrocidades que de tão inumano, humano fica.
E olha que, às vezes, se perdoar não salva. Cansa!
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Sempre quis conhecer alguém com o olhar de Cristo em filme de Páscoa. Alguém que me dissesse olhos nos olhos: _Ide, a tua fé te curou!
Até hoje, só nos filmes mesmo.
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Queria mesmo era conhecer todas as palavras do mundo, em todas as linguas e gestos.
A expressão seria mais rápida, mais inteligente.
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Oriunda do latim, o termo crise tem a mesma equivalência da palavra vento. Indica, assim, um estágio de alternância, no qual uma vez transcorrido diferencia-se do que costumava ser. Não existe possibilidade de retorno aos antigos padrões.

domingo, 12 de abril de 2009

Luz no fim do túnel?


E quando o concreto frio me apresentava o fim do poço, ofegante olhei para cima e pude ver sua entrada sendo bloqueada. O que era claro lá em cima virou escuro infinito.
Não sei quem cometeu tal atrocidade.
Sei que eram mãos humanas.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Eu ia malhar o Judas amanhã, mas pensei um pouco

Hoje é sexta santa.

E amanhã é sábado de aleluia. Malhação do Judas que é dito "traídor".


Adoro obras abertas. A bíblia é uma delas.


Plínio Marcos no seu texto Jesus-homem coloca Judas como um revolucionário. Ele conduz toda a acão da entrega do Cristo para o início da revolução do povo. Mas o povo, medroso, não compra a briga de Judas.

Participei como ator de uma montagem desse texto. Foi em 1998. O meu papel era do profeta Isaías.



Tem um filme que dá uma outra leitura para a história de Judas. A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO. Na obra, Jesus é quem dá a missão à Judas de entregá-lo ao poder. Talvez daí a frase _Judas, vá e faça o que deve ser feito.



Agora mesmo, passa um filme no SBT em que mostra Judas como um inconformado pelo sistema e encontra em Jesus um aliado para suas lutas políticas. Não vou terminar de ver o filme porque é ruim. Mas a bordagem é interessante.



E até o Raul, que eu gosto tanto, fez uma música para o "traídor". O clipe é uma obra prima. Tão despretensiosa que encanta.

É, acho que diante de tantas possibilidades de leituras vou deixar para malhar o Judas quando tiver certeza do que realmente aconteceu.

Por enquanto, as balas contidas no boneco não compraria uma ira gratutita.

E que minha vida seja uma obra aberta.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Tom

Eu quero ser autoral como o Tom Zé.

Pra não sair do tom, dar o tom e esquecer tons jobim
Quero estudar o samba, o pagode, a bossa nova e encontrar o meu som
com meu tom
minha cor
minha voz

Chega de playback!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rapidinhas

Estava subindo o morro para TRABALHAR e quando viro a curva da rua estreita da favela, policiais que corriam para lá e para cá gritam:
_Vaza, vaza, vaza!!!!

Vazei.

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E não é que o Mengão vai ser campeão brasileiro de 2008.

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Hoje volto a fazer parte da pesquisa do Club Noir. É o Zé buscando a redenção.

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~Rachei o bico vendo Datena nervoso no Youtube... Parecia meu pai...rs

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Final de ano chegando e eu não acredito mais em Papai Noel. Que pena!

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008


Estou pensando seriamente em raspar a cabeça.

Não, zero, não.

Talvez a dois.
Dizem que quando se raspa a cabeça anuncia-se mudanças.

Não sei que processo vem primeiro: se mudamos porque cortamos o cabelo, ou se cortamos o cabelo porque mudamos...
De qualquer forma, o desejo por outro ciclo é quase concreto.

Que as crises venham para um futuro melhor!

domingo, 2 de novembro de 2008

Será?




Vai ver seja tudo uma grande mentira, mesmo.
A harmonia é utopia e os anjos são artigos de decoração.
Talvez não exista o outro mundo e a morte seja mesmo o fim.
E então, as rezas, os ritos, o cuidado com o espírito seja tudo uma grande besteira.

Agora, se a desconfiança de que este mundo não basta tem verdade, QUE OS ANJOS DESCRUZEM OS BRAÇOS E GASTEM SEU FÔLEGO COM AS TROMBETAS!!!!!!!!!!!!!!!!!

Porque está história de provação já deu no saco.




segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Faz tempo que não passo por aqui.
Não, não é falta de tempo e nem falta do que dizer. É preguiça mesmo.
E também, o pessimismo exagerado dá um ar de coitado que não é bacana p'ra esse blog...
Então prefiri o silêncio.
Pensando
pensando...

Pensei em teatro, em sequestro, em amigos, amores, solidão, gênios...
Pensei no que se foi, no que dá para fazer, na abdicação do futuro para viver o presente.
Pensei em crianças.

Eu queria mesmo era ter pensado numa solução p'ra tudo isso.
Mas isso eu não pensei.