
As idéias transitam. Rumam por um prédio antigo, raro e se misturam aquela gente esquisita de teatro.
Elas, as idéias, aliadas a paixão, não pedem licensa. Invadem as escadas vermelhas e geram o movimento na sala antes escura, suja e só.
O movimento dos sonhos, dos desejos, da quase-desistência.
Estamos a 2 dias da pré-estréia. E resquícios da concretização das tais idéias começam a aparecer.
O marceneiro que prega.
A costureira que atrasa.
A illuminadora que volta.
O ator que pinta.
O diretor que corre.
A protagonista suja. O sorriso bonito.
De novo o movimento.
Falo do movimento dos anjos, do questionamento. Do movimento que une o sagrado e o profano e gera uma coisa só. O movimento da miséria expressa em gente. De idiotas e santos. Da tirania mandada.
Falo do movimento Atores-Platéia-atores-platéia-atores-platéia-atores-platéia- atoplarestéia...
E continua.
Confesso: me surpreendo com a força do teatro. Ou melhor, com a força do homem.
Viva Baco!
Viva Éos!
Viva Gente de teatro!
Um comentário:
EvoÉ!
que Dionisio esteja com vocês, e com toda esta arte sacra que profanamente tentamos recriar, VIVA!
Aos Éos e ao ATO de ser TER ATOS, VIVA!
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